Estudos

Na figura abaixo, temos o formato do focinho com as proporções entre este e o crânio, relativamente boas, conforme descreve o Padrão Original – focinho um pouco mais curto – porém com muita profundidade. O que não é o correto. Diz o padrão CAFIB com relação ao focinho: “nunca deve a profundidade igualar ou ultrapassar o comprimento”. Estamos seguindo corretamente o padrão nas exposições?

 

Este é um tipo muito comum atualmente, sendo mesmo bastante valorizado. A profundidade do focinho ultrapassa em muito o comprimento, ocasionando animais de beleza plástica. Geralmente são animais cujas orelhas são grandes e muito pendentes.

Há possibilidade de que sejam produto de seleção humana, influenciada por noções de estética introduzidas nas criações, e não pela mestiçagem.

Contudo é importante observar que todos os padrões até agora adotados, rezam que a profundidade do focinho no Fila é menor que o seu comprimento. Introduzindo-se este tipo na raça (focinhos mais profundos), aceitando-o como viável, altera-se a raça e suas características. No futuro, teremos que alterar o padrão para adequá-lo aos novos filas ?

É importante refletirmos sobre isso, pois as melhores intenções também podem prejudicar a preservação ou aprimoramento de uma raça, quando não trabalhamos com olhar crítico no processo de seleção e especialmente se este olhar não alcança as pistas das exposições, que traçam parâmetros a serem seguidos. Valorizando cães fora do padrão, incentivamos a uma situação que no futuro poderá se tornar difícil de ser consertada.

Não é a proposta de Preservação do Original que defendemos.