Estudos

Comentário:

Atualmente há um considerável número de cães registrados como Fila Brasileiro, nas diversas criações nacionais e internacionais, que apresentam lábios grandes e profundos associados a focinhos de muito comprimento, com o formato da foto número 04.

Muitos criadores e também juizes, não estão conseguindo detectar nestes cães a presença do Dog Alemão, ou quem sabe do Dinamarquês, popular no Sul de Minas Gerais desde princípios do século XX.

As fotografias de Filas antigos, e dos cães que eu presenciei nas regiões de Minas nas décadas de 1970/80, onde não houve a introdução do Dinamarquês, demonstram claramente que o Fila Original possui lábios mais moderados.

Na maioria dos casos, cães com esta característica de focinho, não possuem a “cabeça periforme” muito bem definida, com pouco “enchimento” no crânio

 

O Filamarquês e outros, derivados de misturas múltiplas.

 

Podemos ver acima duas fotos de cães, um preto tipicamente filamarquês, e outro, indefinido, demonstrando no seu fenótipo a participação de mais raças sobre o filamarquês.

Como os mestiços são indefinidos, sem raça, sua aparência é imprevisível, assim como seu temperamento, sendo muitas vezes difícil precisar de que misturas são provenientes.

No caso da foto superior, é mais evidente a participação do Dog Alemão sobre o Fila Brasileiro. As pernas tendem a ser longas, e o tórax de menor amplitude que no Fila. O dorso é rígido, o tipo é mais longilíneo, pescoço longo, focinho de excessivo comprimento e crânio estreito.